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AS MAIS VENDIDAS DE MAIO
Este espaço informa as peças, de Avanilton Carneiro, mais vendidas, no mês de março, no site: www.comateatro.xpg.com.br: COMÉDIA 1º - "O Corno" 2º - "Um Defunto em nossa sala" 3º - "Julieta Julieta" 4º - "O Candidato de Deus" 5º - "A Senadora"
DRAMA 1º - "Perdidos" 2º - "Quando o amor perde" 3º - "O Sino dos Oprimidos" 4º - "Das Dores do Café" 5º - "Parados no Trampolim"
Escrito por avaniltoncarneiro às 04h29
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Quando o amor perde I
Comentários da Obra: "Quando o amor perde", de Avanilton Carneiro.
Este texto traz tamanha força no seu todo que é capaz de fazer indivíduos pensar diferente após manter contato com ele, principalmente por se tratar de uma peça que enfoca um tema presente não só dentro da comunidade em que o autor vive, mas em todo o país: o abuso sexual contra crianças e adolescentes. No caso, “Quando o amor perde”, de Avanilton Carneiro, trabalho que pela importância literária, situa um tema muito forte: o abuso sexual contra menores nos postos de gasolina ao longo da Rio-Bahia, mas o aliciamento de menores dentro e nas portas das escolas públicas tanto para a prostituição como para o tráfico de drogas surge como forte concorrente a roubar o estrelismo da situação principal. Escondido num outro tema que se confunde e luta para não ser um subtema, mas tem a mesma importância num contexto de debate, no referente à marginalização: o homossexualismo feminino.
No fundo destes dois temas da obra de Avanilton Carneiro destampa uma realidade viva em nossa sociedade: o abuso sexual. Quer familiar, através do padrinho e do próprio pai; quer fora do seio do lar, através das demais personagens que surgem no caminho da nossa Rudilei, personagem que já nasce num lar trágico e perturbado. Filha de pais separados. Aos quatro anos de idade, após perder a irmã: vítima de um crime bárbaro e perverso quando fazia programa com o objetivo de conseguir o dinheiro para comprar os remédios da irmãzinha que estava com pneumonia, tendo como clientes os caminhoneiros. Ainda criança, Rudilei é amarrada e estuprada por três colegas de escola que passam a possuí-la todos os dias até serem surpreendidos por uma gang formada por dez meninos de rua e todos aproveitam daquela garotinha de menos de dez anos. Mas, o pior estaria por vir. Poucos dias depois, não eram mais crianças do seu porte físico, mas um bruto a violenta levando-a a ser hospitalizada e ficar com uma marca de quinze pontos na vagina. A sua entrada para o Ensino Fundamental poderia marcar uma nova etapa na sua vida, porém, na sexta série, já aos doze anos, é onde aprende a banalizar o sexo em grupo, entrar num bordel comandado por uma colega de apenas treze anos de idade, traficar armas e drogas e se viciar sentada na cobertura da caixa da bomba d’água a menos de vinte metros tanto da diretoria como da secretaria e salas de professores. E ninguém nada fazia para coibir uma constante roda de fumo em pleno pátio da escola onde crianças de dez e onze anos corriam em torno dos usuários aspirando aquele cheiro. Do vício, passa a adquirir armas junto aos policiais que faziam ronda nas proximidades do posto de gasolina aonde ela fazia ponto nas noites frias da Vitória da Conquista, cidade localizada à margem da Rio-Bahia, para alimentar os colegas que faziam assaltos. Nas duas primeiras semanas do Ensino Médio, é expulsa do colégio ao denunciar que uma professora, prima da vice-diretora, fora surpreendida por alguns colegas saindo de um motel com o diretor da sua unidade. Daí, devido o escândalo ter se espalhado, não encontra vaga em outras escolas e parte para a capital baiana, onde de início, no seu primeiro programa, é vítima de uma over dose e quase perde a vida. É quando uma juíza, Máquila, a conhece, embora não seja homossexual, se sente atraída pela a adolescente e mesmo de longe passa a cuidar dela, a faz recuperar da drogas, reencontrar com o pai, voltar aos estudos até a entrada para a faculdade e, sabendo que Rudilei sustentava seus estudos com dinheiro do sexo, marca um encontro e surge uma atração mútua. A vida da garota muda para melhor. Ela só não sabia que a maior tragédia da sua vida surgiria justamente desse relacionamento que tanta felicidade estava lhe causando e que só lendo ou assistindo a peça se tomará ciência de quanto o destino muitas vezes torna-se tão cruel para uma pessoa que quer apenas ser feliz, viver o mais puro amor. Mesmo que seja um amor diferente. A peça é uma ficção cheia de relatos de cenas reais as quais presenciadas e combatidas pelo próprio autor quando ele foi nomeado diretor de um colégio público e encontrou quadros deprimentes, onde, enquanto plantava-se por uma infinita espera pelo coletivo numa parada de ônibus à margem da Rio-Bahia para retornar da longa jornada diária da insegura labuta de dirigir um colégio público presenciava alunas da sua unidade passarem, com roupas devassas, em direção a um posto de gasolina o qual ainda serve de ponto de exploração de menores. Após constatar essas ocorrências, o autor começou um trabalho para coibir tal ação e do diálogo com as meninas surgiram duas peças: “A voz” e “Quando o amor perde”.
Categoria: comentada
Escrito por avaniltoncarneiro às 12h34
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Quando o amor perde II
Há cenas nestas duas peças extraídas dos depoimentos em que ele pegava das suas alunas. Ironicamente, o diretor recebeu uma forte pressão e um abaixo-assinado por trinta e um professores por ele ter adquirido um jogo de iluminação para enriquecer as apresentações artísticas que ele promovia no pátio da escola bem como oferecer mais recursos para as apresentações do Festival Interno de Teatro que ele criou e também para contribuir na iluminação das cenas montadas pelos seus alunos de um curso de teatro que ele criou na unidade. Os professores alegaram que a escola não tinha teatro e nem auditório por isso não precisaria de iluminação teatral e que haveria necessidades mais urgentes a serem adquiridas, mas quando estiveram com as condições de pautarem tais necessidades deixaram de aplicar em benefícios para os alunos e compraram cadeiras estofadas e uma TV para a sala dos professores. Avanilton Carneiro escreveu um terceiro texto: “Colégio Kadija”, sem dúvida esta peça será um manual para os professores lerem e debaterem todos os problemas que cercam uma escola.
“Quando o amor perde” tem como um dos objetivos somar a essa grande luta de combater a exploração sexual de menores, o aliciamento nas portas das escolas, incentivar as meninas que já estão na vida a estudarem. É uma montagem que vai ter como prioridade a encenação para as jovens e familiares dessas cidades que são cortadas por rodovias de fluxos consideráveis de transportes rodoviários e propor o debate após sua apresentação. O autor vai tentar se colocar presente com esse texto sempre que souber de um evento ou uma semana de debate com tal temática para reforçar ainda mais a discussão. Sabe-se que é difícil resolver tal situação, mas propõe resistir sem se calar.
Após ser impedida de estudar nas escolas de sua cidade e com a tragédia da morte de sua irmã nas costas e a sede de vingança no peito, Rudilei foge e, na capital, não só é amparada, mas transforma-se em motivo de desejo de uma outra mulher: A Juíza Máquila. Desse interesse mutuo: uma buscando proteção; a outra querendo satisfazer o seu desejo carnal; desponta um lindo relacionamento envolto de amor, mas que pode ser questionado: até que ponto é sentimento até que ponto é busca de proteção? Dúvida quase sempre estabelecida numa vida entre duas pessoas do mesmo sexo onde uma é definida profissionalmente e a outra não. Nesse ponto de vista, a montagem traz amplos caminhos para se discutirem até onde muitos relacionamentos homossexuais são simplesmente desprovidos de interesses ou são esteios para aqueles que só entram na vida a dois para buscar algum tipo de benefício.
Categoria: comentada
Escrito por avaniltoncarneiro às 12h33
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Quando o amor perde III
Por ser atraente e bonita, Rudilei torna-se vítima do desejo sexual, principalmente, pelos homens que quase sempre não sabem conter seus impulsos fisiológicos e partem para a agressão e o desrespeito quanto ao processo de ser mulher e merecer o respeito como pessoa, mas não tem esse respeito nem quando era criança que passa a ser objeto de abuso sexual por diversos homens que compram o seu corpo. O autor entende que denunciando e debatendo tais práticas contribui para conscientizar e inibir pessoas que usam tais adolescentes sem analisarem que elas não estão ali por puro prazer, mas por fome, barriga vazia, carência financeira da família, falta de projetos dos governantes que dêem condições das famílias se manterem e afastarem suas meninas das drogas e da prostituição e não levá-las, serem cúmplices. Ela é vista como uma carne apodrecida, sem nenhum valor, tão somente para alimentar o desejo daqueles urubus ardendo em fome sexual. Esta visão só é estampada porque todos se colocaram nas condições de fracos e impotentes, incapazes de reagirem ante a bruta violência que emana dentro da própria sociedade. Realidade tão presente no nosso cotidiano. Alguns, de tão covardes, aderem à violência imposta pelos brutos e chegam a pagar para também abusarem sexualmente da indefesa Rudilei.
Avanilton baseia-se em fatos reais, de tão comuns, deixaram de ser isolados e ao longo do dia a dia são noticiados em cidades diversas, de maneiras diferentes, cenários reais, personagens diversificadas, mas o resultado é o mesmo: menores abusadas por viajantes, familiares. E quantas dessas jovens não são estupradas ou assassinadas?
A dureza da realidade não abre espaço para a comicidade, poderia haver um tempero cômico para quebrar o lado dramático verificado em qualquer ambiente onde haja almas submissas a desejos fortes que conduz cada personagem a agir rigorosamente dentro da lógica peculiar a sua força interior de conter ou não os seus impulsos, mas chegaria à platéia sem a veemência que o dia-a-dia dessas menores realmente é vivido por elas. E quando o texto quer ser cômico denuncia a bruta corrupção de Brasília e quão selvagens os representantes do povo agiriam.
Máquila, além da sua vida profissional, juíza da infância e da adolescência, não conhece outro dever além daquele de correr em auxílio a Rudilei. Participando de uma ronda para coibir o abuso sexual contra menores é chamada a comparecer a um local onde a polícia havia detido um grupo que fazia uma orgia de sexo e drogas com diversas menores e uma delas agonizava devido a uma over-dose. Determina a sua recuperação e acompanhamento da assistência social. Amor e proteção, mesmo de longe. Sempre buscando o melhor para a sua protegida. Mais tarde, ao se aproximar num programa, cai em uma terrível contradição, pois enquanto combatia o abuso sexual e coordenava um projeto de recuperação dessas adolescentes abusadas, ela própria passa a extravasar seus desejos num quarto de um motel alimentando a vida de garota de programa daquela que ela secretamente ajudou a deixar a vida errada. Discreta, mas isenta de qualquer preconceito moral, assume o papel de mulher amante de outra mulher sem questionar o porquê e recusa-se a responder quando interrogada. O importante não era ser questionada, mas dar-se, amar e ser amada. Para ela, sua vida particular não interessava a ninguém, desde que ninguém soubesse para não ser arrasada profissionalmente. Queria era ser feliz e fazer feliz. Não obedecia às exigências do bom senso impostas pela sociedade e religião: heterogeneidade num relacionamento a dois. Ela entrega-se à torrente da própria paixão.
No dueto que as levam à aproximação carnal cada uma extravasa o seu tumulto íntimo sem lograr comunicá-la a interlocutora e sem compenetra-se das razões irracionais que cada uma arrasta.
Embora, o público questione se o amor da moça não seria também uma farsa só para ter a proteção: dinheiro do programa e as quitações das mensalidades da faculdade. Máquila, sequer questiona, contraria seus espectadores e sai mais uma vez em defesa da companheira quando descobre o que o destino havia reservado para as duas. Quais seriam as pretensões de Rudilei ao concluir seu curso de direito? O público percebe que o relacionamento, embora bonito e cheio de palavras de amor, há segredos que nem mesmo as duas personagens sabiam e se arrasam emocionalmente quando descobrem.
A religiosidade, tão respeitada em nossa sociedade, não exerce influência na trajetória das personagens, mesmo Máquila se revelando ser oriunda de família religiosa e ter a sua formação dentro de uma igreja, mas perante o sentimento pela sua amada renega uma figura suprema.
Ao vir à torna o grande segredo das duas, o público fica à mercê de uma lógica para o relacionamento das duas. Havia amor de mulher para mulher? Ou seria possível haver uma atração por conta do destino que só a revelação de um segredo faz uns acreditarem em provável possibilidade ou tudo não passaria de um mero recurso da ficção? E o público pode questionar, questionar e questionar. Colocar-se no lugar de cada uma das personagens e não saber justificar o porquê de tão forte atração de uma pela outra.
As duas figuras da peça surgem como arquétipos humanos, representam ao mesmo tempo tipos vivos da realidade brasileira que não se entregam as normas estabelecidas pelo sistema ou pela religião. Estabelecem suas maneiras de ser e amar, mas não conseguem ser diferente quanto às atitudes e o caráter. Avanilton Carneiro sabe fazer esse jogo de personalidades das duas personagens e permite as duas mostrarem onde são mocinhas, onde são bandidas, onde são vítimas e como esconderem o próprio lado indesejado de cada uma. Retrato vivo do ser brasileiro. O autor pegou relatos de diversas alunas e os centralizou em uma personagem e com isso conseguiu denunciar que a sua cidade também não fica fora da rota do abuso sexual a menores, porque a sua terra natal é cortada por diversas rodovias famosas.
Categoria: comentada
Escrito por avaniltoncarneiro às 12h31
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Quando o amor perde IV
Além de tudo isso e não só pela grande função que há na criação literária junto à elaboração cênica, a compatibilidade entre o linguajar e a condição de montagem, mas também para servir como ponto de partida para debates com a comunidade sobre essa praga quase incurável: a violência contra a mulher, contra as menores. Agressão que cresce cada vez mais a partir do momento em que o sistema fica bruto contra os chefes de famílias e os jogam na lista do desemprego e da vida miserável sem condições de segurar suas filhas no seio do lar ou nas escolas. A violência desponta quer pelo homem quer pela própria mulher, porque não entra em pauta apenas a violência sexual, corporal, mas a psicológica. O homossexualismo não pode ser encarado como uma praga porque muita gente o tem como uma opção de vida e aceita com todo prazer, mas é tema para se debater e nunca chegar a uma conclusão concreta como se pode ancorar no referente à violência: leis para punir os agressores, jamais uma fórmula para evitar a agressão. E ambos temas estão espalhados nas grandes e pequenas cidades do país, aonde o livro ou a montagem chegarem terão respaldo para se falar que ali também já houve menores exploradas ou quando acontecer lembrarão da peça. Só não haverá o tempero cômico que o povão gosta, porque na nossa realidade a violência nunca tem o seu lado divertido. Nem mesmo para quem a pratica.
Acreditamos que a leitura desta peça, que traz temas e subtemas tão vivos, no nosso país, só irá enaltecer as mentes deste nosso povo.
O texto e o contexto da própria obra, “Quando o amor perde”, ditam as propostas a serem atingidas pela nossa publicação.
Violência versus lirismo domina o texto e aponta duas atitudes tomadas pelas personagens, pois enquanto uma, mesmo mais avançada na idade, se entrega ao relacionamento em busca do ser correspondida, fugindo do real papel que a sociedade impõe a uma mulher; a outra tem a convivência como um esteio para se sustentar nas suas aspirações, quer fugir mas as suas pernas não têm passos próprios.
Além destes temas tão polêmicos, propomos mostrar a força da mulher no teatro, onde as duas personagens se confundem na força do papel que desempenham e torna-se difícil estabelecer quem é a principal protagonista. Desconhecemos o todo da produção literária teatral, no Brasil, mas sabemos que se o texto não é o único é um dos poucos que traz duas mulheres homossexuais e com tamanha força no contexto. Em Vitória da Conquista, cidade onde a obra foi concebida não é mais o único texto no gênero, porque o autor tem diversos textos em que duas mulheres vivem o amor de uma pela outra em situações totalmente diferentes.
Propomos também, analisar os diversos tipos que participam na comunidade social, como os viciados, estupradores, capaz de renegar o fruto de um amor em favor da exploração de menores nas portas das escolas; o padrinho que livra a afilhada e sua família da fome, mas foge as normas estabelecidas pela própria Justiça e a usa sexualmente; o Padeiro, figura que surge para mostrar o quanto o homem, mesmo trabalhador, torna-se tão monstruoso perante o desejo sexual e estupra impiedosamente uma menininha; a vice-diretora que teria como meta principal recuperar seus alunos a mercê da marginalização e não excluir uma que se estava perdida de um lado poderia ser salvo, pois ela mesma buscava uma vida melhor através dos estudos e se o destino não colocasse a juíza no seu caminho não haveria mais como recuperá-la.
Embora a peça traz uma temática central, não deixar de misturar mais de um tema, diversos subtemas. Além dos temas enfocados, podemos destacar com forte constrangimento: a decadência do ensino; a traição, onde Eclã surge como o grande vilão nos seus relacionamentos; a ganância pelo dinheiro, onde os personagens não respeitam crianças e as jogam quer no tráfico quer na prostituição: o dinheiro conduz o sistema e quem vive nele, no texto, não há a bondade esperada por todos e tão comum como lição de moral, o padrinho não se arrepende do que fez, quer é mais, o máximo para satisfazer o seu prazer, com a afilhada. O dinheiro podia comprar a inocência da garota e o silêncio da mãe. A questão do vício desponta no enfoque de que as drogas podem mudar toda a trajetória normal de uma família, vidas de pessoas normais podem ser destruídas socialmente ou até mesmo ceifadas; a problemática sexual se faz presente nas suas diversas formas e gostos apresentados pelas personagens onde abre um leque para se debaterem essa temática ainda tabu para muitos.
O nosso trabalho não se limita a um público elitizado, mas a todo indivíduo que queira raciocinar sobre o mundo.
O cenário é o quarto de um motel, esse ambiente vem como símbolo de quebra da normalidade estabelecida pela sociedade brasileira, porque o comum é suportar um casal heterogêneo, mas esse espaço é destinado ao relacionamento de duas pessoas do mesmo sexo, onde tantas menores são abusadas. Contrasta com a sala da casa de um aposentado por invalidez, pai de uma garota de programa, que vende o seu corpo para sustentar a sua faculdade, realidade cada vez mais crescente nas cidades universitárias do país. Atores e cenário formam uma perfeita distribuição do espaço, a fim de notabilizar e visualizar o conjunto para o espectador, sem que a ilusão se desfaça.
Categoria: comentada
Escrito por avaniltoncarneiro às 12h30
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Biografia I
Avanilton Amorim Carneiro, filho de Antônio Ferraz dos Santos e Terezinha Amorim Carneiro, foi amparado pela parteira Germina, no dia 18 de outubro de 1957, na Rua 1º de Maio, Alto Maron, Vitória da Conquista, Bahia. Coincidentemente, a casa em que nasceu era alugada das mãos do poeta, jornalista e dramaturgo, Bruno Bacelar. Da união dos seus pais, tem duas irmãs: Bárbara Márcia Amorim Carneiro e Vânia Amorim Carneiro. Porém, há outros irmãos dos três primeiros relacionamentos do seu pai. Casado com a atriz Célia Santos, tem dois filhos: Avanilton Santos Carneiro e Isçahn Vinicius Santos Carneiro. Fez as primeiras séries do Ensino Fundamental nas Escolas Adelmário Pinheiro, Edvaldo Flores e Monteiro Lobato. Aos dez anos, passou no Concurso de Admissão e foi cursar a quinta série no Instituto de Educação Euclides Dantas. Sem o controle da Escola e a assistência dos pais, perdeu dois anos consecutivos jogando bola, no horário de aula, no famoso “Campinho da Normal”. Abandonou os estudos, mas se interessou pela leitura de romances. Passava uma semana sem sair do quarto só lendo. As vizinhas e professoras Lita e Marilita, percebendo o conhecimento literário, fez de tudo para retorná-lo aos estudos. Além de matriculá-lo no CIENB, elas pediam que uma sobrinha delas, Angélica Ferraz, o acordasse todos dias. Mais consciente, soube dividir o seu tempo com os estudos e o esporte. Foi o melhor velocista entre os estudantes. Só perdia para um professor, mas, na fase adulta superou todos os tempos desse docente que competia entre os alunos. Ao concluir o extinto Primeiro Ano Básico, voltou ao IEED para concluir o Ensino Médio. Nunca mais repetiu um ano até concluir o curso Português-Inglês, na UESB, considerando que o curso de inglês, pela rigidez dos professores Gileno Paiva e George, foi o único aluno da sua turma a concluí-lo. Porém, mais tarde, abandonou os estudos de inglês. Descobriu que a sua dificuldade em distinguir os sons era devido a um problema auditivo, conseqüência de uma forte alergia nasal. O embaraço em ouvir determinados sons não perdoa o seu idioma nativo. Tentou fazer pós-graduação em Literatura Brasileira, mas desistiu por duas vezes. Além de não sobrar tempo para fazer os trabalhos, sempre trabalhando de domingo a domingo, faltava-lhe dinheiro para pagar as mensalidades e o coordenador do curso, professor Marcelo França, não o permitiu freqüentar os módulos seguintes sem a quitação dos débitos anteriores. Fez alguns cursos soltos ligados ao teatro: “Iniciação as Artes Cênicas”, ministrado por Carlos Jehovah, Jorge Luis Melquizedeque e Edmundo Vieira; “Comunicação, criatividade e teatro”, Francisco Barreto; “Direção Teatral”, foram diversos cursos ao longo do país; “Improvisação ao Teatro”, Wagner Leão; “Arte Dramática”, Daniel Tive; “Dicção”, com Hebe Alves e Nilda Spencer; Congressos e Encontros: Participou do I Encontro Regional de Cultura, Poções, BA; II Encontro Nordestino de Teatro, Maceió, AL; II Congresso Estadual de Teatro, Salvador, BA; II e III Congressos Nacional de Teatro, respectivamente: Aracaju, SE, e Vila Velha, VT. Foi eleito para os IV e V Congressos Nacional, mas não pode ir. Participou e coordenou: II Encontro Estadual de Teatro, Vitória da Conquista, BA; III Congresso Estadual de Teatro, Salvador, BA. Locais de trabalho: Aos onze e doze anos de idade, fora da escola, trabalhou como cobrador das mensalidades do Clube Social Conquista e Conquista Esporte Clube. Em 1977, entrou no Grupo Avante Época-Teatro e até hoje atua como ator, diretor e autor. Entre 1979 e 81, em Salvador, atuou como ator, no Grupo de Teatro Rapsódios e, nesse mesmo período, foi vice-presidente da EMPROARTE. De volta a terra natal, foi contratado pela Fundação Cultural da Bahia para ministrar oficinas de teatro. Entre 1982 a 1987, como professor de Línguas Inglesa e Portuguesa, lecionou no ICEP. No Colégio Edvaldo Flores, entre 1983 a 1986, como professor de Inglês. Com a mesma disciplina trabalhou no Educandário Batista Pestalozzi entre 1983 a 1986 e voltou em 1993. Foi redator do jornal “Tribuna Regional” nos anos de 1982 e 1983. Como o proprietário deste semanário, era também o chefe da sucursal do Jornal “A Tarde”, as suas matérias jornalísticas saiam neste diário sem que ele ganhasse por tais publicações. Foi redator-chefe do jornal “Impacto” entre 1982 a 1986. Em 1988, montou o quinzenal: “Sudoeste – O Jornal da Região”. Convidado pelo então prefeito Murilo Mármore, assumiu a cheia da Divisão de Promoções Culturais de 1989 a 1993. Em 1990, publicou algumas edições do mensal: “Ribalta”. Entre 1994 e 1995, foi editor de jornalismo da TV Cabrália. Em sociedade com Célia Santos, foi proprietário da “Ritimus Academia” entre 1990 a 2004. De 1993 a maio de 2002, no Colégio Estadual Padre Palmeira, foi professor de Inglês, Educação Física, Esportes, Teatro, promoveu diversos eventos esportivos e culturais além de ter sido tesoureiro do Caixa Escolar. Em maio de 2002, após certificação no Concurso para Diretores, foi nomeado diretor do Colégio Estadual Eraldo Tinoco, onde atuou até outubro de 2004 quando se afastou por licença médica, uma trombose na perna esquerda, e aguarda a conclusão do processo de aposentadoria por invalidez. Não consegue ficar muito tempo em pé. A perna incha, endurece e trava. Porém, sentado, com a incômoda posição de ter que colocar a perna acima da cintura, tem passado os dias escrevendo. Resumo político: Sua primeira filiação e atuação partidária foram no Partido dos Trabalhadores, de 1980 até o ano de 2000 quando cancelou o seu registro do PT em favor do PSB apenas para ganhar o direito de candidatura nesta última sigla. Uma candidatura sem dinheiro lhe rendeu 408 votos. Insatisfeito com a política cultural da Administração Municipal e com alguns casos ilícitos presenciados por ele, resolveu sair do PSB e filiou-se ao PTN. Afastou-se da direção do colégio para candidatar-se, em 2004. Mas, foi super prejudicado por colegas do magistério, adversários partidários que divulgaram um falso boato que sua candidatura estava ilegal, mesmo com a homologação da candidatura divulgada. Teve apenas 103 votos. Fato que está gerando dezesseis processos por calúnia, difamação e danos morais. De antemão já tomou uma decisão familiar: nunca mais vai se candidatar. Entende que a busca da eleição seria para contribuir com diversos projetos culturais e educacionais, jamais lhe render inimizades através de picuinhas políticas.
Categoria: autor
Escrito por avaniltoncarneiro às 11h16
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Biografia II
RESUMO CULTURAL Teatro Estudantil: Lembra-se que as suas primeiras lições de teatro foram através da sua mãe, Terezinha Amorim Carneiro, onde ele ainda não sabia ler, mas memorizava os poemas infantis ao ouvi as diversas repetições da sua mãe. Era tão pequeno que as professoras o colocavam sobre a mesa para recitar. Nas escolas Adelmário Pinheiro e Edvaldo Flores não faltaram suas interpretações. Entre elas, a tradicional e famosa: “Batatinha quando nasce...” Participou de diversos “Dramas” organizados e dirigidos por sua mãe, onde eram cobrados ingressos e o salão da sua casa enchia. Não se lembra da peça, exceto da cena final onde ele lutava espada contra o rei malvado que aprisionava a princesa, personagem interpretada por sua irmã, Vânia Ferraz, e o rei por um colega de infância, Dorgival, o qual nunca mais o viu. Esses dramas foram encenados tanto na Travessa Padre Aguiar como na Avenida Presidente Vargas, sua idade girava em torno dos cinco aos sete anos. Ao longo do tempo, os dramas e as declamações foram esquecidos. Tornou-se tão tímido que tinha vergonha até de fazer uma leitura em sala de aula ou mesmo conversar com um colega sabendo que alguém por perto podia ouvir a sua conversa. Em 1977, fez de tudo para não participar de um trabalho da quarta unidade, na aula de Educação Artística, tendo Ana Izabel Figueira como professora, onde cada equipe teria que participar com a apresentação de uma peça curta. Uma colega sua, Maria do Carmo Oliveira de Jesus, fazia teatro no Centro Espírita Humberto de Campos, trouxe uma peça montada nessa instituição. Queria que ele cantasse. Muito desafinado, preferiu declamar a letra. Não se lembra mais do título ou autor dessa peça. Ainda não se esqueceu dos primeiros versos: “Sim! Eu irei e saberei aonde chegar. De onde vim, para onde vou, irás também”. Ele começava a peça sentado. O auditório do CIENB lotado. Quando se levantou para dar o texto, não pôde controlar a tremedeira das pernas. Andou um pouquinho e lembrou da impostação da voz quando era pequeno. Saltou o verbo. Voz potente, dominou a platéia. As pernas tremiam, mas ninguém notava. Após cada fala, o público o aplaudia. Foi um alvoroço o final da peça. Aplaudiram de pé. Muitos subiram no palco para o abraçar e parabenizá-lo. O jovem tímido, acanhado, introvertido, o caladão do fundo da sala, surpreendeu não só ele, mas a sua professora Nilza Ferraz que, no ano anterior, o deixou de fora de uma peça teatral justamente por saber que ele não levava jeito para o teatro. Após uns quinze minutos da apresentação, no camarim, mesmo sozinho, não conseguia fazer as pernas pararem de tremer. Deram o nome a essa peça de “O Hippy”, embora, sem sucesso, tem pesquisado o título, autor da peça e da letra. Se bem que, no ano anterior, tendo Theamara como professora de Educação Artística, dirigiu, escreveu e atuou na peça curta: “Limpeza Pública”, baseada num quadro do programa humorístico: “Balança mais não cai”, mas apresentada na sala de aula.
Categoria: autor
Escrito por avaniltoncarneiro às 11h14
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Biografia III
Teatro Religioso: Paralelo a escola, entrou no Grupo de Jovens Judéia, da Catedral. Aos domingos, após a missa, no Salão Paroquial, retomou as declamações. Era super aplaudido. Só que, agora, os poetas passaram a ser Luis Gama, Castro Alves, Vinicius de Morais, Agostinho Neto, João Cabral de Melo Neto e uma infinidade de poetas da terra. Fez grande sucesso com um poema popular seu: “Verdadeira Filha”, onde Karina Menezes fazia o papel da filha. Tomou alguns cursos soltos de interpretação e direção. Não demorou muito já estava dirigindo ou atuando em peças religiosas: “Paixão de Jesus Cristo Segundo Todo Mundo”, de Irineu de Castro Teixeira; “O Nascimento de uma criança pobre”. Ainda ligado a Igreja, mas alternando entre o Grupo Avante Época, Salvador e a faculdade, foi o diretor artístico da “Festa da Padroeira” entre 1979 a 1981. Promoveu: “I Concurso de Poemas Sacros”, “I Festival de Música Sacra” e diversos saraus, oficinas de teatro e encontros culturais entre os mais de cinqüenta grupos de jovens pertencentes ao MOVENS sob a coordenação geral do saudoso Padre Benedito Soares. Teatro Universitário: Na época, talvez, foi o ator mais patrocinado pela UESB, não como aluno, mas como ator do Grupo Avante Época-Teatro. Participou de apenas três montagens da UESB propriamente ditas: “A Bruxinha que era boa”, de Maria Clara Machado, direção dos saudosos Maria José Pinchemel e Jorge Luis Melquizedeque. Deu uma interpretação tão forte, interpretando o Bruxo Belzebu, que na estréia, após o espetáculo, a garotada invadiu o palco e rasgou-lhe a roupa. “Musical do Mar”, dirigido pela professora Ana Izabel Figueira e Jorge Luis Melquizedeque. No seu último ano, montou e dirigiu um texto de colagem denominado “Criação Coletiva”. Grupo Avante Época-Teatro – Entrou no GAE-T, em 1977, para declamar o poema “No Cárcere”, de Jayme Martins de Freitas, dirigido por Carlos Jehovah, para participar do “Festival de Inverno”, promovido pelo colégio Paulo VI. Desde então participou dos seguintes espetáculos, todos dirigidos por Carlos Jehovah: “Síntese do Auto da Gamela”, de Carlos Jehovah e Esechias Araújo Lima; “O Lobo” (1979) e “A Onça e o Bode” (1980), adaptações de Avanilton Carneiro, direção de Edmundo Vieira; “Os Direitos Humanos” (1978 a 1981); “O Remorso de Judas” (1980 e 1981); “Conquista em Três Tempos” (1979), colagem de Carlos Jehovah; “O Mendigo ou o Cão Morto” (Desde 1979 até 2005. Todos os anos remontam), de Bertolt Brecht, nos primeiros anos tiveram como diretores: Carlos Jehovah, Edmundo Vieira e Jorge Luis Melquizedeque. De 1985 pra cá, o próprio Avanilton Carneiro tem dirigido; “O Divórcio na Roça” (1982 a 1985), de Esechias de Araújo Lima; “O Museu de Emília” (1984), Monteiro Lobato, a partir desta peça, Avanilton Carneiro ou dirigiu ou também atuou como ator; “Decadência de uma Atriz” (1982), Chianca de Garcia; “O Marido de Conceição Saldanha” (1980 a 1981), de João Mohana, em Salvador, teve a direção de Francisco Barreto; “Pesadelo” (1981 a 1982), Alfredo Abeche; “Quando as Máquinas Param” (1982/84; 88; 90/92), de Plínio Marcos, a primeira montagem teve a direção de Carlos Jehovah; “Jambinho do Contra” (1984), de Stella Leonards; “Regresso da Filha” (1986); “A Beata Maria do Egito” (1987 a 1990), de Rachel de Queirós; “Ritimus Dance” (1994), de Célia Santos, promotor; “Matilde Passaredo: Conservar é preciso” (1999), de Avanilton Carneiro e Mauronildo Rocha; “Mais de 50 peças curtas” (1990 a 2000), diversos autores, resultado das oficinas e cursos; “Curso: Iniciação ao Teatro” (1983 a 2004), Orientador em diversos lugares; “Ana Bropophina” (2002 a 2003), de Avanilton Carneiro; “Decadência de uma atriz” (2005), de Chianca de Garcia. Iluminador: “Como José da Silva Descobriu que o Anjo da Guarda existiu?”, de Augusto Boal; “O Rio”, Telmo Padilha; “Árvores dos Mamulengos”, de Vital Santos; “Torturas de um Coração”, de Ariano Suassuna. “I Mostra Conquistense de Música”, criador e apresentador; “Canto da Serra”, primeiro show do Grupo Barros, diretor. Grupo Teatral Rapsódios (Salvador): “Evangelho em Couro” (1981), de Paulo Gil Soares; “O Marido de Conceição Saldanha” (1981), João Mohana; “O Mendigo ou o Cão morto” (1981), de Bertolt Brecht. Estas três versões foram dirigidas por Francisco Barreto.
Categoria: autor
Escrito por avaniltoncarneiro às 11h11
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Biografia IV
Autor: “Limpeza Pública”* (1976 - comédia); “O Lobo”* (1979 – adaptação infantil); “Velha Ponte” e “Coronel” (1979 – monólogos); “A Onça e o Bode”* (1980 – adaptação infantil); “Um Travesti no Guigó”* (1984 – comédia); “O Trampolim” (1985 – Drama); “Eu’s”* (1985 – Drama); “Vidas Marcadas”*, (1986 – Drama); “Regresso da Filha”* (1986 – Drama); “Abram as braguilhas... A Calcinha sumiu”*, (1988 – comédia); “O Julgamento”* (1990 – Drama); “O Coletivo Pornô”* (1990 – comédia); “?”* (1990 – Drama); “A Galinha Pedrês”* (1992 – adaptação infantil); “Julieta Julieta” (1993 – misturista); “Os Sinos dos Oprimidos” (1995 – Drama); “Precisa-se de uma atriz pornô” (1996 – comédia); “Um caso de amor”* (1996 – Comédia); “Se me tra-í-res”* (1997 – Drama); “Fujam! Cristo Voltou”. (1997 – Comédia); “O Assassino da Valsa Nº 06”* (1999 – Drama); “Maltide Passaredo: Conservar é Preciso” (1999 – Comédia); “Os Jogos do Incompetentes”* (1999- Comédia); “Asilo de Atores” (2000 – Drama); “Jocasta 2000” (2000 – Tragédia); “O Banco do Réu” (2000 – Drama); “As Mortes na Obra de Graciliano Ramos” (2000 – Monografia); “O Candidato de Deus” (2001 – Comédia); “O Porão” (2001 – Drama); “Garota de Programa” (2001 – Comédia); “Ana Bropophina” (2001 – Comédia); “Das Dores do Café” (2001 – Drama); “Sonho de Igualdade”; (2001 – Drama); “Amigo da Escola: Inimigo do Trabalhador” (2002 – Comédia); “O Corno” (2002 – Comédia); “O Crime do Besouro” (2002 – Drama absurdo); “Vinte anos depois” (2002 – Drama); “A Voz” (2004 – Drama); “Complexo de Ibson” (2004 – Drama); “Liberdade Indesejada” (2004 – Drama); “Esperança Contida” (2004 – Drama); “Cúmplices do Acaso” (2004 – Drama); “O Verme”, (2004 – Drama); “Um Defunto em nossa sala” (2004 – Comédia); “Perdidos” (2005 – Drama); “A Senadora” (2005 – Drama); “Parados no Trampolim” (2005 – Drama); “Quando o amor perde” (2005 – Drama); “Trombose” (2005 – Drama); “Colégio Kadija” (2005 – Drama).
*Peças armazenadas num HD e que o autor ainda não teve condições de encaminhá-lo a um laboratório para recuperá-las.
Romances inacabados: “Das Dores do Café”, “O Pigmeu Maldito”, “O Mestre dos Tornados”, “O Inimigo de Sam”, “O Enviado do Terceiro Milênio”, “O Despertar de uma gota”, “Cinzas de uma paixão”.
Peças esquematizadas para escrever: “A Outra Face do Exilado” (Drama), “A Morte do Presidente da Câmara Municipal” (Comédia) e “O Despertar de um gota” (Drama).
Prêmios: ‘Melhor Ator’ – “III Festival Nordestino de Teatro Universitário”, 1979, Feira de Santana, com a peça: “O Mendigo ou o Cão morto”; “Líder Teatral”, 1983, prêmio pela direção da peça “Pesadelo”, de Alfredo Abeche; “Destaque Artístico”, 1984, prêmio pela direção da peça “Jambinho do Contra”, Stela Leonards; ‘Melhor Ator’, 1989, “I Mostra Regional de Teatro”, com a peça “A Beata Maria do Egito”, de Rachel de Queirós; “Hours Concur de Ator”, 1990, Salvador, “II Festival de Teatro da Bahia”, com a peça “O Mendigo ou o Cão morto”, de Bertolt Brecht; “Amigo do Esporte”, 1995, prêmio concedido pelo Colégio Paulo VI pela cobertura jornalística aos Jogos Internos.
Prêmios ganhos por outros atores sob sua direção: ‘Melhor Atriz’, 1990, Célia Santos, no “II Festival de Teatro da Bahia”, Salvador, com a peça “Quando as Máquinas Param”, de Plínio Marcos; ‘Melhor Ator’, 1992, Mauronildo Rocha, no “III Festival de Teatro da Bahia”, Salvador, com a peça infantil “O Macaco e a Velha”, de Ivo Pondé; ‘Melhor Atriz’, 1992, Jeane Lopes, no “III Festival de Teatro da Bahia”, Salvador, com a peça “O Macaco e a Velha”, de Ivo Pondé; ‘Melhor Atriz’, 1989, Célia Santos, na “I Mostra Regional de Teatro”, Vitória da Conquista, com a peça “A Beata Maria do Egito”, de Rachel de Queirós; ‘Melhor Cenário’, 1989, Edmilson Santana, na “I Mostra Regional de Teatro”, Vitória da Conquista, com a peça “A Beata Maria do Egito”, de Rachel de Queirós.
Rádio: “Cantinho do Teatro”, semanal, apresentador, Rádio Regional; “A Morte do Padre”, autor e ator, Rádio Clube.
ICEP: “Curso de Teatro para o Magistério”, professor, “O Museu de Emília”, Monteiro Lobato, Diretor; “Quadrilhas Juninas”, 1982 a 1984, marcador.
Colégio Padre Palmeira: “Curso de Teatro”, 1994 a 2004, professor.
Categoria: autor
Escrito por avaniltoncarneiro às 11h09
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Parados no Trampolim
Uma linda história de amor entre dois adolescentes na época da ditadura militar. Ele, um rapaz de origem humilde, militante do movimento estudantil de esquerda. Ela, filha de um comerciante que preferiu colocar a filha num colégio público por acreditar no regime militar. Um conflito entre os dois personagens os quais não conseguem se libertar e são vítimas de ambas ditaduras: a da esquerda e a da direita. E o grito de amor fica preso no íntimo de um dos dois. Sobretudo, uma peça paradidática. O professor de história tem um excelente recurso para trabalhar regimes ditatoriais. A psicologia e a psiquiatria vão encontrar grandes exemplos de timidez, inibição, acanhamento e complexo de inferioridade.
Categoria: Teatro
Escrito por avaniltoncarneiro às 10h48
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Colégio Kadija
Uma peça em que qualquer semelhança com a realidade será coincidência casual. Exceto... Um retrato vivo, real e autêntico do sistema educacional do país. A realidade do “Colégio Kadija” e a mesma de qualquer escola pública do Brasil. Esteja ela no Nordeste, Sul, Sudoeste, Norte ou Leste. Os noticiários nacionais não deixam o autor mentir. O “Colégio Kadija” é o personagem central da peça. Em torno dele gira professores despreparados, picuinha política partidária, aulas vagas, alto índice de reprovação, tráfico de drogas, prostituição de menores, abuso sexual, roubos, assaltos, crimes, injustiças sociais, fome, miséria, corrupção. Um diretor quer moralizá-lo, mas é rejeitado pelos docentes que queriam apenas um chefe como os anteriores: não davam faltas, não exigiam que os alunos assistissem alunas e não enxergavam as drogas e a prostituição no íntimo do principal personagem: “Colégio Kadija”. Uma peça que nasce como livro de cabeceira de todo ser envolvido com o sistema educacional.
Categoria: Teatro
Escrito por avaniltoncarneiro às 10h39
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Perdidos
A Tsunami arrasou a costa Sri Lanka e três personagens ficaram PERDIDOS para sempre. Um drama de Avanilton Carneiro que critica a política internacional dos Estados Unidos. Uma peça onde o público é a quarta personagem. Depois dessa peça, os norte-americanos vão amargar duras decepções todas as vezes em que os seus soldados voltarem vitoriosos após invadirem um país aniquilado pelo embargo econômico. Vão ver que o seu exército vergonhosamente derrotou apenas um povo mendigo que passava fome: os iraquianos.
Categoria: Teatro
Escrito por avaniltoncarneiro às 10h34
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A Senadora
Após a onda de denúncias de corrupções que envergonhou o país, uma Senadora, em plena campanha eleitoral, chega a uma cidadezinha do sertão baiano, onde o povo não suportou ver os seus líderes religiosos envolvidos nos desvios de verbas públicas para patrocinarem a banda podre da esquerda. Queimaram uma igreja evangélica, expulsaram o padre e o pastor. Frente a frente, Senadora e o líder da esquerda da esquerda radical sabem que têm um passado de um amor frustrado entre eles. Ele descobre que ela está envolvida numa avalanche de corrupções. E agora? Reconquista o seu amor do passado ou a denuncia para dignificar a esquerda? Ou será que a peça mostra o real significado da política: pizza?
Categoria: Teatro
Escrito por avaniltoncarneiro às 10h33
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Liberdade Indesejada
Depois de cumprir pena por ter matado o próprio pai, após esse a estuprar, ser aceita apenas pelo submundo, recusada pela família numa grande ascensão política, ela só podia ter a sua Liberdade Indesejada. Um drama de Avanilton Carneiro que critica a reintegração do ex-presidiário na sociedade. Duas personagens femininas que vão deixar o leitor (ou espectador) preso do início ao fim. Critica o abuso sexual contra menores na família.
Categoria: Teatro
Escrito por avaniltoncarneiro às 10h30
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Quando o amor perde
“Quando o amor perde”. Um dos dramas mais fortes de Avanilton Carneiro. Retrata a vida de Rudilei. Uma garota pobre que chega a faculdade de direito, mas sempre teve seus estudos patrocinados pelo programa sexual até se apaixonar pela juíza Máquila, uma das suas clientes. Só não sabia que essa paixão poderia significar o fim dos seus sonhos. Uma forte denúncia contra a exploração sexual de menores ao longo da Rio-Bahia, o recrutamento dessas garotas nas portas das escolas tanto para a prostituição quanto para o tráfico de drogas. A peça não perde a oportunidade de crítica aos prefeitos que não apóiam a cultura e as corrupções praticadas pelos políticos. Fortes críticas ao sistema educacional do país. Essa peça inspirou a criação de “Colégio Kadija”.
Categoria: Teatro
Escrito por avaniltoncarneiro às 10h29
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